Conheces alguém que sofra de esquizofrenia?

Se alguém fala com Deus é religioso, se Deus fala com alguém é esquizofrénico.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Epidemiologia


A doença é muito comum em todo o mundo, afectando cerca de 50 milhões de indivíduos (1% da população adulta) e atingindo as pessoas sem distinções culturais, económicas e socias. Na maioria dos doentes, a doença inicia-se entre os 13 e os 25 anos de idade, mas segundo um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a incidência desta doença, ou seja, o número de novos casos que se verificam anualmente oscila entre os 7 e 14 em cada 100 mil habitantes, com idades compreendidas entre os 15 e 54 anos, quando o corpo está sob a grande influência das grandes alterações hormonais e físicas da adolescência e do início da idade adulta. Mesmo assim após os 40 o desenvolvimento da esquizofrenia é menos frequente.

Ajuda a quem cuida de doentes com esquizofrenia


Trata-se de um esforço difícil, prolongado e desgastante o apoio a alguém que sofre de esquizofrenia.

viver com um doente esquizofrénico é emocionalmente desgastante e pode tornar-se numa situação insustentável finaceiramente, quando afecta o trabalho e a vida social dos prestadores de cuidados (por exemplo, familiares e amigos). Em alguns casos, a reacção emocional à doença das pessoas que cuidam destes doentes e o método que usam para lidar com ela não são eficazes. Uma postura crítica ou uma postura de protecção exagerada não são as melhores para controlar o comportamento da pessoa com esquizofrenia, até porque pode é tornar as recaídas mais frequentes. Os familiares são, frequentemente, os prestadores de cuidados mais importantes para as pessoas que sofrem de esquizofrenia. Na nossa sociedade o principal objectivo dos familiares e dos possíveis cuidados de saúde mental é auxiliar o doente para que se torne independente e controlador da sua doença. Informar e apoiar mais os prestadores de cuidados a pessoas com esquizofrenia, melhora não só a capacidade de quem presta os cuidados, como melhora o tratamento de qum recebe esses mesmos cuidados.

Como é que a família e os amigos podem ajudar uma pessoa com esquizofrenia


O mais importante, quando se trata de uma pessoa com esquizofrenia, é que a família e os amigos possam ajudar a encontrar um tratamento médico eficaz. O passo seguinte passa por apoiar o doente a aderir e não desistir do tratamento proposto. Para que se encontre um bom médico e um bom serviço de Psiquiatria é importante que as pessoas dispostas a ajudar se desloquem ao médico de família, para que em conjunto consigam encontrar um Serviço de Psiquiatria ao qual se possam dirigir. Uma outra possibilidade é trocar informações com outras pessoas que também tenham no seu seio uma pessoa que sofra de esquizofrenia e que possam indicar um psiquiatra. O mais importante é não fugir da realidade, o importante é apoiar as pessoas com esquizofrenia, procurando ajuda diferenciada e especializada.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Como lidar, quando surgem, com os sintomas de esquizofrenia


Caso se depare algum dia com sintomas de esquizofrenia num seu familiar ou amigo, estará tanto mais apto a ajudá-lo quanto mais conhecimento tiver acerca da doença. É importante tentar compreender o que a pessoa está a viver e porque é que este distúrbio causa uma perturbação e um comportamento tão difícil. (Por exemplo, é essencial saber que quando as pessoas estão a alucinar ou a ter delírios, as vozes que ouvem e as coisas que vêem são muito reais para elas. Não se deve discutir, nem ficar assustado, nem se deve divertir ou "gozar" com a situação. É importante permanecer calmo, indicando assim que se está a tentar compreender como o doente se está a sentir e ajudá-lo a sentir-se seguro e mais orientado.

Como controlar as crises


-Manter a calma;
-Não criticar;
-Ser claro e directo em tudo o que se diz e não falar demasiado;
-Caso o doente se torne violento ou perigoso, manter a calma e manter-se esclarecido sobre o limite dos comportamentos aceitáveis;
-Não fazer movimentos repentinos ou ameaçadores;
-Demonstrar calmamente que se está preocupado e que se quer ajudar; Caso não se consiga impedir a pessoa de fazer algo perigoso, o último recurso deve ser chamar a polícia. A segurança do doente e do cuidador deve estar sempre em primeiro lugar.

Conselhos úteis para evitar magoar doentes com esquizofrenia


-Ter sempre consciência das palavras e expressões utilizadas. Palavras como "maluco", "demente", "louco", "deficiente mental", "doido" ou "esquizo" ofendem e magoam.
-É importante evitar rir de piadas cruéis, tendo em vista o "gozo", ou melhor a pura maldade.
-Controlar e pensar no tipo de atitudes que podem magoar as pessoas com esquizofrenia. Procure estar do lado daqueles que podem vir a sofrer de uma doença mental.
-Caso sinta necessidade de ajudar envolva-se e procure ajudar contactando grupos de Apoio à Esquizofrenia.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Teorias que explicam o porquê da esquizofrenia


Não explicadas cientificamente.

Teoria do Stress:

O Stress não causa esquizofrenia, no entanto pode agravar os sintomas. Situações extremas como guerras, epidemias, calamidades públicas não fazem com que as pessoas que passaram por tais situações tenham mais possibilidades de desencadear esquizofrenia do que aquelas que não passaram.


Teoria das Drogas:

Não há provas de que drogas lícitas ou ilícitas causem esquizofrenia. Elas podem, contudo, agravar os sintomas da doença. Certas drogas como cocaína ou estimulantes podem provocar sintomas semelhantes aos da esquizofrenia, mas não há evidências que cheguem a causá-la.


Teoria Nutricional:

A alimentação equilibrada é recomendável a todos, mas não há provas de que a falta de certas vitaminas desencadeie esquizofrenia nas pessoas predispostas. As técnicas de tratamento por doses elevadas de vitaminas não têm fundamento estabelecido por enquanto.


Teoria Viral:

A teoria de que a infecção por um vírus conhecido ou desconhecido desencadeie a esquizofrenia em pessoas predispostas foi muito estudada. Hoje essa teoria tem vindo a ser abandonada por falta de evidências, embora muitos autores continuem a considerá-la como possível factor causal.


Teoria Social:

Factores sociais como desencadeantes da esquizofrenia são sempre levantados, mas pela impossibilidade de estudá-las pelos métodos hoje disponíveis, nada se pode afirmar a seu respeito. Toda a pesquisa científica precisa de isolar a variável em estudo. No caso do ambiente social não há como fazer isso sem ferir profundamente a éctica.